Por Alfredo Scaff –
A política externa brasileira sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem provocado inquietações profundas no cenário internacional. Ao adotar uma postura de aproximação com regimes autoritários como Irã, China, Rússia, Venezuela e Cuba, o Brasil sinaliza uma guinada ideológica que contrasta com sua tradição diplomática de neutralidade e pragmatismo. Essa mudança tem gerado tensões diretas com os Estados Unidos — a maior potência democrática do mundo — e reacendido debates sobre soberania, segurança nacional e os riscos de isolamento estratégico.
O Alinhamento com Regimes Antidemocráticos
Desde o início de seu mandato, Lula tem demonstrado simpatia por governos que enfrentam sérias acusações de violações aos direitos humanos e repressão às liberdades individuais. Em 2023, o Brasil autorizou a atracação de navios de guerra iranianos no Rio de Janeiro, gesto que foi interpretado como uma reaproximação com Teerã. Em discursos recentes, Lula também condenou ações militares de Israel e dos EUA contra instalações nucleares iranianas, classificando-as como “violações da soberania”.
Além disso, o presidente brasileiro tem mantido relações estreitas com líderes de China, Cuba, Venezuela e Rússia, regimes que, segundo analistas internacionais, sufocam liberdades civis e promovem perseguições políticas. Essa postura tem sido criticada por entidades como a Federação Israelita de São Paulo, que acusam o governo brasileiro de legitimar o terrorismo e estimular o antissemitismo.
Além de suas declarações insanas e extremamente deselegantes contra líderes e empresários norte-americanos e israelenses, se utilizando de palavras e palavrões nada dignos da posição que ocupa.
A Resposta dos Estados Unidos é política e está diretamente ligada à Segurança Nacional
Diante desse cenário, os Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, eleito com votação avassaladora pelo povo americano, com propostas que anunciavam a adoção de uma postura firme e nacionalista, está sendo cumprida. A imposição de tarifas sobre produtos brasileiros foi justificada como uma medida de proteção à segurança nacional americana. O governo dos EUA argumenta que o Brasil, ao se alinhar com regimes hostis, representa um risco estratégico — especialmente em um momento de escalada militar no Oriente Médio, envolvendo Israel e o Irã.
A doutrina americana de segurança nacional permite ações preventivas contra países que, direta ou indiretamente, possam facilitar ameaças à integridade dos EUA ou de seus aliados. O alinhamento do Brasil com nações que já expressaram desejo de destruição dos EUA e de Israel — como o Irã e grupos apoiados por ele — é visto como um fator agravante. A representante americana na ONU, Dorothy Shea, afirmou que “qualquer ataque iraniano será enfrentado com ataques devastadores” e que os EUA não tolerarão cumplicidade com regimes que promovem o terror.
Soberania Não É Imunidade
É legítimo que o Brasil exerça sua soberania e defina sua política externa. No entanto, soberania não significa imunidade às consequências. Ao escolher se alinhar com regimes que desafiam abertamente os valores democráticos e ameaçam a estabilidade global, o Brasil assume um papel que inevitavelmente atrai retaliações e desconfiança.
Se o Partido dos Trabalhadores (PT) deseja posicionar o Brasil como parte de um eixo geopolítico alternativo — ao lado de China, Rússia e Irã — é necessário que assuma essa escolha com clareza e responsabilidade. Isso inclui aceitar as consequências econômicas, diplomáticas e estratégicas que virão, sem recorrer à vitimização ou à transferência de culpa para terceiros.
O Risco de Isolamento e Ruína Econômica
A política externa ideológica de Lula pode comprometer acordos comerciais, investimentos estrangeiros e a imagem do Brasil como parceiro confiável. Somente o anúncio da retaliação americana já afeta setores produtivos e pode desencadear uma reação em cadeia, com outros países ocidentais adotando medidas semelhantes. O Brasil corre o risco de se tornar um pária diplomático, isolado em um mundo cada vez mais polarizado.
Escolhas Têm Preço
O Brasil do PT está diante de uma encruzilhada geopolítica, e pode carregar uma nação inteira com ele. Ao desafiar os Estados Unidos e se aproximar de regimes autoritários, o governo Lula redefine o papel do país no cenário internacional, que sempre manteve excelente relações com várias nações, independentemente de sua posição ideológica. Essa escolha, embora soberana, exige reconhecimento para enfrentar as consequências — sem subterfúgios, sem queixas e sem ilusões. A diplomacia é feita de pontes, não de trincheiras. E o Brasil, se quiser continuar sendo respeitado, precisa decidir de que lado da história deseja estar.
Foto: montagem f7digitall

Alfredo Scaff – Presidente do MAI
Graduado em Direito pela PUCCAMP, especialista em Negociação Internacional de Negócios, Liderança em Harvard e Inglês na NESE (MA, EUA) e em Arbitragem pela PUCSP. Possui experiência e atuação profissional em diversos órgãos brasileiros, como OAB, CETESB, DECAP, Casa Civil, entre outros.
**Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.
- O Movimento Advocacia Independente (MAI) é uma associação privada sediada em São Paulo, Brasil. Seu foco principal é a defesa de direitos sociais, atuando como uma organização voltada para a advocacia e questões jurídicas.
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