Assimetria entre certeza e silêncio normativo
Segundo as autoras Paula Marjorie Simões Macedo e Paulo Alexandre da Costa Braga, a assimetria entre certeza jurídica para o futuro e silêncio normativo para o presente é o principal ponto de atenção para quem atua ou pretende atuar com ativos de descarbonização. Enquanto o mercado regulado já conta com diretrizes claras na reforma tributária, o mercado voluntário carece de regulamentação específica. Essa lacuna gera insegurança para investidores e empresas que buscam compensar emissões por meio de créditos de carbono voluntários.
A situação é considerada urgente pelos especialistas, que defendem a supressão dessa lacuna na regulamentação da reforma tributária. Exceto para contribuintes do regime específico dos serviços financeiros, que já possuem tratamento diferenciado.
Mercado voluntário: indefinição persiste
O artigo ‘Tributação da geração e comercialização de ativos verdes’, disponível em www.jota.info, detalha os desafios. Enquanto o mercado regulado avança com regras tributárias definidas, o voluntário permanece à margem. A falta de clareza pode desestimular projetos de descarbonização e comprometer metas climáticas.
O BNDES, em janeiro de 2026, publicou o ‘Relatório de consolidação das contribuições da consulta pública: o cenário da certificação de carbono no mercado voluntário’, disponível em web.bndes.gov.br, que busca mapear o setor. No entanto, o relatório não resolve a questão tributária, que depende de ação legislativa.
Impacto prático para advogados e empresas
Para advogados e operadores do Direito, a indefinição exige cautela na estruturação de operações com créditos de carbono voluntários. A ausência de regras claras pode levar a litígios e autuações fiscais. Empresas que atuam no mercado voluntário devem monitorar de perto as discussões legislativas e buscar assessoria especializada.
A reforma tributária, ao tratar apenas do mercado regulado, cria um descompasso que precisa ser corrigido. O artigo do JOTA PRO Tributos, plataforma de monitoramento tributário para empresas e escritórios com decisões e movimentações do Carf, STJ e STF, reforça a necessidade de atenção redobrada.
Próximos passos
A expectativa é que o Congresso Nacional e o Executivo avancem na regulamentação do mercado voluntário de carbono, incluindo seu tratamento tributário. Enquanto isso não ocorre, a insegurança jurídica persiste. O artigo conclui que a clareza para o futuro contrasta com a indefinição do presente, exigindo ação urgente dos formuladores de políticas públicas. A fonte não detalhou prazos ou propostas específicas em tramitação.
Últimas publicações
Notícias16 de junho de 2026Urgência veterinária e CLT: impasse do novo direito de cuidado
Notícias16 de junho de 2026Juiz reduz taxa de juros bancários 12 vezes acima da média
Notícias16 de junho de 2026Aparência mais velha da vítima não afasta estupro de vulnerável, decide STJ
Notícias16 de junho de 2026Reforma tributária e mercado de carbono: clareza futura, incerteza presente

























