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O Que Você Deve Enxergar Ao Ver Erika Hilton Eleita Presidente Da Comissão De Direitos Humanos Da Mulher No Brasil Da Câmara Dos Deputados

Por Marcos Túlio –

Foi no último dia 11.03 (quarta) que a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Mulher da Câmara dos Deputados resolveu eleger a Deputada Federal Erika Hilton (PSOL-SP) como sua presidente. Ou seja, ela terá as atribuições de ser a representante e defender a mulher brasileira em todas as questões relacionadas aos direitos humanos. Um “prato cheio” para todos os críticos favoráveis ou contrários, haja vista ser Erika (PSOL-SP) uma mulher trans! Mas a pergunta de milhões – e ponha milhões nisso – é: o que você deve enxergar ao ver a eleição de Erika Hilton (PSOL-SP) para ser “a cabeça” de uma representação feminina em defesa de seus direitos no atual contexto nacional?

A primeira coisa é que se trata de uma eleição democrática – frise-se bem – porém, num contexto totalmente ideológico e, consequentemente, a imagem de Erika, sendo boa ou ruim, é da mesma origem. A preocupação não foi a de buscar alguém que, de fato, pense, fale, sofra, viva e defenda com sua alma os direitos da mulher. De jeito algum! Pode até ser que Erika tenha todas as melhores intenções- o que não está sendo questionado aqui – mas, é evidente que a intenção primária foi a de marcar posicionamento político por ideologia e não por conta de conexão plena entre representante e representadas! Isso é óbvio!

A segunda coisa é que nem Erika Hilton (PSOL-SP), nem os membros que a elegeram dentro dessa comissão estão preocupados se conseguirão ou não aproximação, apoio e, muito menos simpatia das representadas. Não esquecendo que todas elas são mulheres no Brasil inteiro, o que não exclui as brasileiras que vivem no exterior! Aliás, em um comunicado em suas redes sociais, compartilhada e analisada pelo Dep. Federal Nikolas Ferreira (PL-MG) no portal “Agora! Brasil – agorabrasilnews – instagram”, Erika (PSOL-SP) escreveu:

“E não estou nem um pouco preocupada se o esgoto da sociedade não gostou. A Opinião de transfóbicos e imbeCIS (sic) é a última coisa que me importa”.

Trocando em miúdos: quem não gostou que se lixe porque ela é a “presidenta” desse “treco”, é o que importa! “Seda-fo” o resto!

A terceira coisa é que em ano eleitoral vale tudo para conseguir um palanquezinho caprichado! E, pelo que parece, conseguiram “unzinho” pra ela! No caso de Erika Hilton (PSOL-SP) não dava para economizar polêmica! Aliás, tratando-se de quem é, nesse quesito, ela carece de concorrentes.

Com um nicho eleitoral bem concentrado em São Paulo, não dava para o partido arriscar e deixar Erika em situação de uma coadjuvante desimportante, ficando apenas nas críticas às CPIs e alguns discursos que não traziam a si a notoriedade pretendida para o atual contexto. Apesar da PEC n° 8/2025 de autoria da Deputada do PSOL-SP que trata da jornada de trabalho “6×1”, ainda é muito pouco para garantir um holofote eleitoral de peso. E aí que vale “o quanto mais luzes”, melhor.

A quarta coisa é que as feministas ficaram com “cara de tacho”, pra não dizer outra coisa. Ah, … meu camarada! Se as mulheres precisam de uma “trans” pra defender os interesses delas, a pergunta que as feministas devem se fazer é: “por acaso, não tem mulher nesse negócio aí pra nos representar? É verdade que nós, mulheres, precisamos de uma ‘trans’ para nos defender?”

Ou seja, o que fica é que essa história de inclusão e diversidade da biologia e de seu consequente desprestígio àquelas que estão sendo chamadas de “pessoas que gestam” já queimou a largada! Pelo menos, é o que parece. Logo, essa simpatia pela diversidade vai até a página dois, porque as mulheres do Brasil inteiro estão colocando a “boca no trombone”, o que era de se esperar! Com a palavra, as feministas: E, agora? Vocês ainda acham que esse caso deve abrir espaço para a inclusão e diversidade? Dependendo das respostas das senhoras, creio que correm seríssimo risco de experimentarem do próprio remédio de “descer a borduna”.

E, a última coisa que o/a senhor/a deve enxergar é que essa eleição de Erika Hilton (PSOL-SP) para presidente dessa comissão explica quase tudo que está acontecendo no Brasil nos dias atuais. Você pode plantar o que desejar porque o plantio é livre. Mas a colheita é de conexão obrigatória àquilo que você plantou. Ou seja, se quer a chuva, vai ter que se adaptar à lama também! Essa história não é sobre plantação, colheita ou chuva. Talvez, só um pouquinho com a lama! Fica a seu critério. Pense nisso!


Dr. Marcos Túlio S. Bandeira

Bacharel pela USF-Universidade São Francisco de Bragança Paulista. Advogado e Presidente da 16a Subseção da OAB de Bragança Paulista 2013/2015. Mestre em Direito pela UNIMEP de Piracicaba. Professor de Direito e Coordenador na UNIDRUMMOND – Grupo Carlos Drummond Andrade.

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**Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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O Movimento Advocacia Independente (MAI) é uma associação privada sediada em São Paulo, Brasil. Seu foco principal é a defesa de direitos sociais, atuando como uma organização voltada para a advocacia e questões jurídicas.
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