Em depoimento à comissão parlamentar de inquérito, Cícero Marcelino de Souza Santos reconheceu que criou empresas para atender a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). Ele afirmou que essas empresas movimentaram cerca de R$ 300 milhões em recursos.
Admissão de empresas para a Conafer
Cícero Marcelino de Souza Santos admitiu explicitamente que abriu empresas para prestar serviços à Conafer. Ele detalhou que suas empresas foram chamadas especificamente para executar atividades em nome da entidade.
Atividades realizadas
O depoente assumiu a responsabilidade por:
- Cuidar de contas de funcionários
- Gerenciar planilhas de pagamentos para indígenas e fornecedores
- Realizar aquisição de carros
- Quitar despesas com voos da Conafer
Ele utilizou seu próprio CPF para essas operações, o que evidencia o papel das empresas na movimentação de vultosos recursos.
Negativa de envolvimento criminoso
Cícero negou veementemente ser um “laranja” ou peça central do esquema de fraudes no INSS. Ele reforçou que não se envolveu em esquemas criminosos em nome de terceiros e com falsa titularidade.
Justificativa das ações
O depoente afirmou que:
- Sempre trabalhou muito para receber os valores devidos da Conafer
- Não tinha consciência de que os recursos movimentados eram irregulares
- Suas ações eram parte de serviços prestados à entidade
Rompimento e situação financeira
Cícero afirmou que mais recentemente “rompeu completamente” com a Conafer, marcando um distanciamento definitivo da entidade.
Evolução da renda
Ele relatou que:
- Até a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, recebia R$ 120 mil por mês
- Atuava como consultor que “resolve de tudo”
- Atualmente não tem renda mensal
- Antes de criar as empresas, sua renda era de R$ 7 mil mensais
Pagamento de impostos e depoimento
Cícero respondeu que sempre pagou os impostos de suas empresas, buscando legitimar suas operações perante as autoridades.
Postura no depoimento
Ele declarou que:
- Não se preparou para o depoimento
- Não sabia por que estava depondo na comissão
- Não se sente ameaçado, mas tem “preocupações sobre estar no meio disso”
Contexto político e pedidos de sigilo
Viana afirmou que a rejeição do requerimento para ouvir José Ferreira da Silva, mais conhecido como Frei Chico, “mostra que o poder político tenta falar mais alto que a Justiça”.
Elementos familiares e investigações
Frei Chico é vice-presidente do Sindnapi e irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, adicionando um elemento familiar às investigações.
Sessões reservadas
Viana informou que já solicitou a realização de uma sessão reservada para “aprofundar nomes e repasses ainda em sigilo”, indicando que há mais informações a serem reveladas.
Defesa final
O depoente reiterou que não confessou crime algum, encerrando com uma defesa firme de sua inocência perante a comissão parlamentar de inquérito.
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