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Madrasta pega 17 anos por jogar enteado do 4º andar em Maceió

Madrasta pega 17 anos por jogar enteado do 4º andar em Maceió

Adriana Ferreira foi condenada a 17 anos e 4 meses de prisão por jogar o enteado do quarto andar de um prédio em Maceió. O menino, órfão de mãe havia poucos meses, sobreviveu com lesões graves após uma discussão entre a ré e seu companheiro, pai da criança.

Pena reduzida após prisão preventiva

A pena inicial ultrapassava 18 anos, mas foi reduzida devido ao período de prisão preventiva de um ano e seis meses. Essa redução segue parâmetros legais que consideram o tempo de prisão provisória como parte do cumprimento da sentença.

Lesões que ameaçaram a vida da criança

O menino sofreu traumatismo craniano leve e pneumotórax, lesões que representavam risco concreto de morte. A promotoria apresentou laudos periciais e médicos que detalharam o quadro clínico.

Análise forense da queda

Segundo a médica-legista ouvida no processo, as lesões eram compatíveis com a queda de uma vítima desacordada. O laudo destacou:

  • Ausência de fraturas nos membros superiores, comum quando há tentativa de proteção
  • Conclusão de que a criança foi colocada sobre a janela e lançada

Como o corpo flácido salvou a vítima

De acordo com o Ministério Público de Alagoas (MPAL), a vítima caiu com o corpo completamente flácido e desacordado. A perícia indicou que essa condição pode ter:

  • Amortecido o impacto da queda
  • Reduzido lesões mais graves que poderiam ser fatais

Discussão familiar que terminou em tragédia

Conforme a denúncia, o crime ocorreu após um conflito entre a ré e seu companheiro. O contexto incluía:

  • Desentendimentos envolvendo outras pessoas
  • Consumo de bebida alcoólica
  • Relatos de vizinhos sobre gritos e agitação

Testemunhas afirmaram que o pai dizia que a criança havia sido jogada pela janela. Uma delas declarou que o menino estava desacordado e sem respirar quando foi encontrado.

A defesa e as contradições da ré

Adriana Ferreira negou ter arremessado o enteado durante o julgamento. Sua versão incluía:

  • Afirmação de que segurava o menino nos braços
  • Alegou que ele teria escorregado
  • Mencionou consumo de bebida alcoólica naquela noite

Inconsistências apontadas pela promotoria

A acusação destacou contradições entre a versão do júri e declarações anteriores:

  • Na delegacia, a própria ré teria admitido ter jogado a criança
  • Testemunhas relataram que ela aparentava estar sóbria antes do ocorrido

O impacto do julgamento na comunidade

O caso chocou a comunidade local e levantou questões sobre:

  • Violência doméstica
  • Proteção infantil
  • Importância de redes de apoio em conflitos familiares

A sobrevivência do menino foi vista como extraordinária, mas reforçou a necessidade de medidas preventivas contra a violência. O julgamento destacou a responsabilidade legal de adultos na proteção de crianças.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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