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Meu ex matou nossos filhos após prever tristeza e solidão, diz

Meu ex matou nossos filhos após prever tristeza e solidão, diz

A tragédia da delegada Amanda Souza

Amanda Souza, delegada da Polícia Civil de Belém, no Pará, viveu uma tragédia familiar em 10 de julho de 2023. Seu ex-marido tirou a vida dos seus dois filhos após o término do relacionamento, em dezembro de 2022.

O crime foi precedido por uma mensagem do agressor, que previu um futuro de “tristeza e solidão” para a vítima. Aos 43 anos, Amanda é natural de Teófilo Otoni, no interior de Minas Gerais, e trabalha na Unidade de Recuperação de Dispositivos Móveis em Belém.

O dia do crime: ameaça e execução

A mensagem premonitória

Na manhã de 10 de julho de 2023, o ex-marido de Amanda escreveu uma mensagem a ela dizendo que seu futuro seria de tristeza e solidão.

A ligação fatídica

Às 16h do mesmo dia, ele ligou para a delegada e disse: “Parabéns, você conseguiu o que você queria: eu matei os seus dois filhos”. Os fatos confirmam que, em julho de 2023, o ex-marido de Amanda tirou a vida dos seus dois filhos.

Após Amanda decidir terminar o relacionamento, o marido cometeu o crime que destruiu a família.

Violência vicária: o controle prolongado

Vinte anos de dominação

Por vinte anos, o marido de Amanda teve total controle sobre a vida dela. A delegada colocou fim ao relacionamento em dezembro de 2022, mas a separação não impediu a escalada da violência.

O que é violência vicária

Amanda é vítima de violência vicária, um tipo de agressão em que o agressor atinge a mulher através de seus filhos ou outros entes queridos. Esse padrão de controle prolongado é comum em casos de violência doméstica, que muitas vezes culminam em tragédias.

Violência vicária contra brasileiras no exterior

O Mapa Nacional da Violência de Gênero registrou:

  • 904 casos de violência vicária contra brasileiras no exterior em 2023
  • 794 casos em 2024

A maior parte desses casos ocorreu na Europa. Esses dados mostram que a violência vicária é uma realidade que transcende fronteiras, afetando mulheres brasileiras mesmo longe de casa.

Apesar da queda nos números entre os anos, a persistência do problema exige atenção contínua. A fonte não detalhou os países específicos com maior incidência.

Feminicídios no Brasil: números alarmantes

Estatísticas recentes

Enquanto isso, no Brasil, os números de feminicídios seguem alarmantes:

  • 2024: 1.458 feminicídios
  • 2025: 1.518 casos

Média diária preocupante

Em média, quatro mulheres são assassinadas por dia no Brasil por questões de gênero. Esses dados reforçam a gravidade da violência contra a mulher, que muitas vezes se manifesta de formas cruéis, como no caso de Amanda.

A tendência de aumento entre 2024 e 2025 indica um cenário preocupante que demanda políticas públicas eficazes.

Casos semelhantes no país

Amanda soube pelas redes sociais do caso de Sarah Araújo, que teve os dois filhos assassinados pelo marido Thales Machado em Itumbiara.

Essa conexão ilustra como tragédias familiares semelhantes ecoam entre vítimas, criando uma rede de apoio e conscientização. A violência vicária, portanto, não é um fenômeno isolado, mas parte de um padrão mais amplo de agressão de gênero.

Conhecer outros casos pode ajudar a entender a dimensão do problema. A fonte não detalhou mais informações sobre o caso de Sarah Araújo.

O impacto na vida de Amanda Souza

Com 43 anos, Amanda Souza enfrenta as consequências de uma perda irreparável, enquanto continua seu trabalho como delegada em Belém.

Sua trajetória, desde o interior de Minas Gerais até a carreira policial no Pará, foi interrompida por um ato de violência extrema. O caso serve como um alerta sobre os riscos que mulheres enfrentam ao romperem relacionamentos abusivos.

Isso ocorre mesmo quando ocupam posições de autoridade, como no serviço público. A fonte não detalhou como Amanda está lidando com o luto atualmente.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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