Um advogado protocolou uma Ação Popular questionando um contrato de R$ 235 milhões para uma obra no Maranhão. A ação se baseia em um relatório oficial de fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU).
O projeto é custeado com recursos do Termo de Compromisso nº 1095813-46 e está no âmbito do Novo PAC. Até o momento, não há decisão judicial reconhecendo as alegações apresentadas na petição.
Irregularidades graves apontadas pelo TCU
A ação judicial utiliza como base um relatório oficial do TCU. O documento classificou achados como “irregularidades graves que não obstam a continuidade da obra”.
Essa classificação indica problemas identificados, mas que, segundo o tribunal, não impedem que os trabalhos prossigam. A gestão da obra é do Ministério das Cidades, enquanto a Caixa Econômica Federal atua como mandatária da União no projeto.
Principais questionamentos do advogado
Alterações nas especificações da obra
Um eixo da ação refere-se à alegada execução de serviços com especificações distintas das originalmente contratadas. Segundo a petição, essa execução ocorreu sem a formalização prévia de termo aditivo.
Essa prática contraria procedimentos padrão em contratos públicos, que exigem documentação formal para mudanças. A substituição de materiais na drenagem profunda teria ocorrido após a redução do prazo de execução da obra.
Questionamentos sobre medições e pagamentos
A ação questiona a metodologia adotada para medição do item “Administração Local da Obra”. Os pagamentos teriam sido realizados em parcelas fixas mensais, segundo a petição.
Esses pagamentos não teriam vinculação direta ao avanço físico efetivo da execução. Outro ponto levantado diz respeito à suposta adoção de medição por etapa em contrato regido pelo regime de empreitada por preço unitário.
Inconsistências em projetos e orçamento
A inicial menciona possíveis inconsistências nos projetos básico e executivo da obra. Esses documentos são fundamentais para garantir que a construção siga padrões técnicos e de segurança adequados.
A petição também cita divergências entre orçamento e peças técnicas. A fonte não detalhou quais aspectos específicos da Concorrência CSL/SINFRA nº 16/2024 são contestados.
Status atual do processo judicial
A demanda está em fase inicial, o que significa que o processo judicial ainda terá várias etapas pela frente. Até o momento, não há decisão judicial reconhecendo as alegações apresentadas na Ação Popular.
Isso indica que as partes envolvidas terão oportunidade de se manifestar e apresentar suas defesas perante a Justiça. O desfecho do caso judicial dependerá da análise das provas e argumentos pelas autoridades competentes.
Fonte
Últimas publicações
Notícias7 de março de 2026Vorcaro pede ao STF inquérito por vazamento de diálogos com Moraes
Notícias7 de março de 2026Moraes critica mensagens apagadas por Débora do Batom em voto
Notícias6 de março de 2026Escândalo do Master: Vorcaro arrasta STF de volta à crise
Notícias6 de março de 2026Advogada questiona gestão de bilhões do TJ-AL no BRB

























