Um ex-policial militar ameaçou assassinar os sete jurados que o condenaram a 29 anos de prisão durante uma audiência judicial, chocando a magistrada responsável pelo caso. O episódio ocorreu em meio ao processo sobre um homicídio ocorrido em novembro de 2022 na cidade de Cedral, no interior de São Paulo.
A acusação sustenta que o crime foi motivado por vingança, após a vítima ter comentado sobre um relacionamento extraconjugal do então policial.
O crime que levou à condenação
O caso remonta a novembro de 2022, quando um homicídio chocou a cidade de Cedral, no interior paulista. A vítima, identificada como Tiago, estava sentado na calçada de casa conversando com um amigo quando foi alvejada.
Segundo as informações disponíveis, o ex-policial militar teria efetuado sete disparos contra o homem. Na época do crime, o acusado trabalhava no 37º Batalhão, localizado na zona sul de São Paulo.
Motivação do homicídio
A acusação sustenta que o crime foi motivado por vingança. De acordo com as informações do processo, a vítima teria comentado com terceiros sobre um relacionamento extraconjugal do então policial militar.
Essas revelações teriam desencadeado a reação violenta que culminou no homicídio. O caso seguiu para julgamento, resultando na condenação do ex-PM a 29 anos de prisão.
A ameaça que chocou o tribunal
Durante uma audiência recente, o ex-policial militar fez uma grave ameaça aos jurados do julgamento anterior. O acusado, identificado como Eduardo, surpreendeu a juíza ao declarar que vai assassinar os três homens e as quatro mulheres que formaram o júri responsável por sua condenação.
A declaração ocorreu em meio aos procedimentos judiciais, criando um clima de tensão no tribunal.
Comportamento do réu
A postura do réu durante a audiência chamou a atenção dos presentes. Eduardo José de Andrade, como é formalmente identificado nos autos, proferiu as ameaças de forma direta, sem demonstrar arrependimento pelo crime original nem pela nova conduta.
A situação exigiu intervenção imediata da magistrada para garantir a segurança do processo e dos envolvidos.
A defesa pede perícia de insanidade
Após o interrogatório, a defensora de Eduardo José de Andrade, Nayara Thibes, requereu a instauração de incidente de insanidade do acusado. O pedido foi formalizado diante do comportamento apresentado durante a audiência judicial.
A defesa argumentou que as declarações do réu poderiam indicar questões de saúde mental que merecem avaliação especializada.
Deferimento da perícia
O incidente de insanidade foi deferido pelo juízo responsável pelo caso. Agora, o processo aguarda a realização da perícia pelo Estado, que avaliará as condições mentais do ex-policial militar.
A medida busca determinar se Eduardo possui plena capacidade de entendimento sobre seus atos e as consequências jurídicas de suas declarações.
Os próximos passos do processo
Com o deferimento do incidente de insanidade, o caso entra em uma nova fase processual. A perícia médica oficial será conduzida por especialistas designados pelo Estado, que emitirão um laudo sobre as condições mentais do acusado.
Esse documento será fundamental para definir os rumos do processo e possíveis medidas de segurança.
Situação atual do acusado
Enquanto aguarda a perícia, o ex-policial militar permanece sob custódia pelas condenações anteriores. As ameaças feitas durante a audiência podem resultar em novas acusações criminais, além do processo de homicídio já em curso.
A fonte não detalhou prazos para a conclusão da avaliação médica nem medidas de proteção específicas para os jurados ameaçados.
O impacto no sistema judicial
O caso levanta questões sobre a segurança de jurados e testemunhas em processos criminais de alta complexidade. A declaração do ex-policial militar ocorreu em ambiente controlado, mas demonstra os riscos enfrentados por cidadãos que participam do sistema de júri popular.
A situação exige reflexão sobre protocolos de proteção dentro do Poder Judiciário.
Saúde mental e responsabilidade penal
Além disso, o pedido de perícia de insanidade coloca em discussão a interface entre saúde mental e responsabilidade penal. A avaliação especializada determinará se o acusado pode ser considerado imputável por suas declarações durante a audiência.
O resultado influenciará não apenas este caso específico, mas também poderá servir de precedente para situações similares.
As informações são da reportagem “Porta de Delegacia” por Thais Furlan, com fonte no portal R7. O caso continua sob análise judicial, com novas decisões previstas após a conclusão da perícia de insanidade mental.
Fonte
Últimas publicações
Notícias7 de março de 2026Vorcaro pede ao STF inquérito por vazamento de diálogos com Moraes
Notícias7 de março de 2026Moraes critica mensagens apagadas por Débora do Batom em voto
Notícias6 de março de 2026Escândalo do Master: Vorcaro arrasta STF de volta à crise
Notícias6 de março de 2026Advogada questiona gestão de bilhões do TJ-AL no BRB

























