Juiz federal anula decisões da Operação Integration
A Justiça Federal de Pernambuco anulou decisões da Operação Integration. A juíza Andréa Calado da Cruz, da 12ª Vara Criminal do Recife, determinou que o inquérito seja assumido pela Polícia Federal.
A decisão reconhece “a condução temerária das autoridades estaduais responsáveis pelas investigações desde o início”. Além disso, evidencia “os excessos e as violações de direitos cometidos na investigação originalmente conduzida por autoridades parciais”.
Defesa teve argumentos acolhidos pela Justiça
O juiz acolheu as argumentações da defesa dos investigados, que alegou quebra de sigilo de dados antes da instauração do inquérito.
Segundo a corte, a observância da Constituição e do devido processo legal “não é mera formalidade, mas requisito essencial para que a justiça seja efetivamente realizada”.
Investigados na operação
- Influenciadora digital Deolane Bezerra
- Sua mãe, Solange Bezerra
- Cantor Gusttavo Lima
- Empresário Bóris Maciel Padilha
Crimes extrapolam competência estadual
Os crimes investigados “extrapolam os limites da competência da Justiça Estadual”. A decisão aponta para condutas com repercussão transnacional.
Entre os indícios estão:
- Evasão de divisas
- Crimes contra o sistema financeiro nacional
- Sonegação fiscal com potencial prejuízo à União
Documentos coletados na operação mostram movimentação de empresa no exterior. O Ministério Público de Pernambuco, porém, alegou que não há indícios de crime e pediu três vezes o arquivamento de parte do caso.
Operação foi deflagrada em setembro de 2024
A Operação Integration foi deflagrada em 4 de setembro de 2024. Na ação, foram cumpridos:
- Mandados de prisão de diversos alvos
- Mandados de busca e apreensão em seis estados
No mesmo dia, um avião que pertenceu ao cantor Gusttavo Lima foi apreendido no aeroporto de Jundiaí, no interior paulista.
Envolvimento do cantor Gusttavo Lima
Gusttavo Lima viajou para a Grécia em 1º de setembro, na companhia de empresários donos da Vai de Bet. Em 15 de setembro, foi indiciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Em 23 de setembro, a juíza Andréa Calado da Cruz decretou a prisão preventiva de Gusttavo Lima e do empresário Bóris Maciel Padilha.
Segundo informações disponíveis, os integrantes da empresa “sempre colaboraram com as autoridades de forma transparente e responsável”.
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