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Advogada perseguida no PR perdeu sono e fez terapia

Advogada perseguida no PR perdeu sono e fez terapia

Impactos na saúde mental das vítimas

Uma advogada que foi alvo de ataques de um homem preso por perseguir membros do Judiciário no Paraná relata ter perdido o sono e precisado de terapia.

As vítimas afirmam que os ataques tiveram recorte claro de violência de gênero. O homem direcionou as acusações e perseguições principalmente contra mulheres envolvidas no processo.

As ofensas tinham como objetivo deslegitimar a atuação profissional e intimidá-las. Esse contexto de intimidação sistemática gerou consequências diretas no bem-estar das profissionais atingidas.

A defesa do investigado

Por outro lado, a defesa de Vinícius informou que ele não praticou violência de gênero vicária. A defesa também afirmou que ele não teve a intenção de denegrir ou incitar violência contra qualquer pessoa.

Segundo essa versão, os episódios sob apuração envolvem manifestações equivocadas e generalizadas, dirigidas a autoridades e instituições. Essa perspectiva contrasta com as alegações das vítimas sobre a natureza direcionada dos ataques.

Estratégia de disseminação de conteúdo

Site com conteúdo ofensivo

O investigado criou um site com conteúdo ofensivo para atingir o maior número possível de pessoas e instituições. No conteúdo publicado, ele questiona decisões judiciais e ataca diretamente a atuação das profissionais.

Além disso, ele faz comparações com o chamado “Quarto Reich”. Essa plataforma digital serviu como principal veículo para a disseminação das acusações e ofensas.

Investigação em andamento

Perícia em dispositivos eletrônicos

Dispositivos eletrônicos foram apreendidos e passarão por perícia. O suspeito permanece à disposição da Justiça do Paraná.

Essas medidas fazem parte do processo investigativo que busca apurar a extensão e os métodos utilizados nas perseguições. A coleta de evidências digitais é considerada crucial para o desfecho do caso.

Perseguição à promotora Simone Lúcia Lórens

Os ataques contra a promotora Simone Lúcia Lórens começaram em novembro. Vinícius começou a encaminhar a órgãos superiores denúncias contra a promotora.

O homem também começou a perseguir pessoas próximas à promotora Simone Lúcia Lórens. Entre as mensagens enviadas, havia alegações mentirosas de que a promotora estaria “torturando o filho dele há cerca de 26 meses”.

Essa escalada na perseguição ampliou o círculo de pessoas afetadas.

Acusações graves e ampliação

Criminalização da atuação profissional

Surgiram acusações de que a promotora seria chefe ou mentora de uma organização criminosa formada por outras operadoras do Direito. A promotora foi acusada de crimes diversos e até intolerância religiosa.

Essas alegações, apresentadas sem provas concretas segundo as vítimas, representaram uma grave criminalização da atuação profissional. A natureza das acusações contribuiu para o clima de intimidação.

Medidas de segurança adotadas

Proteção especial para a promotora

A promotora precisou trabalhar com escolta policial e também de casa. Ela passou muitos dias sem sair de casa.

Essas medidas de segurança foram implementadas em resposta ao nível de ameaça percebido. A necessidade de proteção especial ilustra a gravidade com que as autoridades trataram o caso.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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