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MP pede indenização por mulher que deixou jovem no Pico do Paraná

MP pede indenização por mulher que deixou jovem no Pico do Paraná

MP pede indenização por abandono em trilha

O Ministério Público do Paraná formalizou pedido à Justiça para que uma mulher pague indenização por deixar um jovem durante trilha no Pico do Paraná. O caso ganhou repercussão nacional e aguarda análise judicial.

A solicitação ocorre mesmo após a Polícia Civil arquivar o inquérito, por entender que não houve crime. O UOL buscou a defesa de Thayane para manifestação, mas aguarda resposta.

Desaparecimento durante descida da montanha

Os fatos ocorreram no fim do ano passado. A dupla iniciou a trilha por volta das 13h do dia 31 de dezembro, com objetivo de alcançar o cume.

Linha do tempo do incidente

  • 31 de dezembro, 13h: Início da trilha no Pico do Paraná
  • 1º de janeiro, 4h: Chegada ao ponto mais alto da montanha
  • 1º de janeiro: Roberto, de 19 anos, desaparece após se separar do grupo durante a descida
  • 1º a 5 de janeiro: Período de desaparecimento

Durante o retorno, Roberto se separou do grupo. O jovem caminhou mais de 20 quilômetros sozinho pela mata até encontrar local seguro.

Resgate após cinco dias desaparecido

Roberto foi encontrado vivo e consciente no dia 5 de janeiro na região de Cacatu. Ele chegou a uma fazenda, onde militares foram acionados.

Assim que chegou à fazenda, Roberto ligou para a irmã, reestabelecendo contato com a família. Ele foi encaminhado ao Hospital de Antonina para cuidados médicos.

Perfil do jovem resgatado

De acordo com bombeiros, Roberto não tinha experiência em montanhismo. Nas redes sociais, ele se descreve como técnico em segurança do trabalho e bombeiro civil.

Versões conflitantes sobre o ocorrido

Thayane explicou por que seguiu adiante com outros montanhistas, deixando o amigo para trás durante a descida. Ela afirmou que havia outras pessoas próximas a Roberto, o que a fez descartar risco de ele se perder.

Integrantes do grupo relataram que passaram pelo ponto onde o jovem teria ficado, mas não o viram. A família de Roberto afirmou que ele foi deixado para trás porque não conseguia acompanhar o ritmo e Thayane queria seguir mais rápido.

Ela prestou depoimento à Polícia Civil do Paraná, que informou não haver indícios de crime com base nas evidências coletadas.

Medidas preventivas e consequências legais

Atendendo a recomendação dos bombeiros, o Instituto Água e Terra restringiu temporariamente o acesso ao Parque Estadual Pico Paraná. A medida visa prevenir novos incidentes na área.

O caso serve como alerta sobre importância do preparo e solidariedade em atividades de montanhismo. A Justiça analisará o pedido do MP, que pode definir precedentes para situações similares.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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