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Tarifas de Trump: espelho que o Brasil evita

Tarifas de Trump: espelho que o Brasil evita

O retorno do protecionismo americano

Donald Trump, o 47º presidente dos Estados Unidos, implementou políticas comerciais agressivas durante seu primeiro mandato de 2017 a 2021.

Sua administração impôs tarifas sobre importações que totalizaram entre US$ 370 bilhões e US$ 380 bilhões.

Essas medidas representam uma mudança significativa na postura comercial do país tradicionalmente defensor do livre comércio.

Continuação sob Biden

Joe Biden, seu sucessor, manteve as tarifas estabelecidas por Trump, demonstrando continuidade na abordagem protecionista.

Além disso, Biden acrescentou subsídios por meio do CHIPS Act e do Inflation Reduction Act, ampliando o apoio governamental a setores estratégicos.

Esta postura americana atual encontra paralelos históricos nas políticas industriais brasileiras do século passado.

As raízes brasileiras do protecionismo

O Brasil possui longa tradição em políticas de desenvolvimento industrial baseadas em proteção estatal.

Era Vargas e Kubitschek

Em 1953, Getúlio Vargas criou a Petrobras com monopólio estatal, estabelecendo um marco na intervenção governamental no setor energético.

Posteriormente, Juscelino Kubitschek implementou medidas ainda mais restritivas ao comércio exterior.

Seu governo baniu completamente a importação de veículos e exigiu que as empresas utilizassem até 90% de conteúdo local em sua produção.

Barreiras tarifárias

Estas políticas criaram um ambiente fortemente protegido para a indústria nacional durante as décadas de 1950 e 1960.

Nos anos 1960, as tarifas médias aplicadas aos produtos manufaturados chegaram ao impressionante patamar de 165%.

Isso criou uma barreira quase intransponível para competidores estrangeiros.

Resultados das políticas históricas

As medidas protecionistas adotadas ao longo da história brasileira produziram resultados significativos para algumas empresas nacionais.

Sucessos empresariais

  • Tanto a Embraer quanto a Petrobras se transformaram em líderes globais em seus respectivos setores
  • Demonstraram o potencial de sucesso dessas estratégias

Reserva de mercado tecnológica

A reserva de mercado para informática, vigente entre 1984 e 1991, representou outro capítulo importante nessa trajetória de protecionismo.

Este período de sete anos criou um ambiente protegido para o desenvolvimento da indústria nacional de tecnologia.

Contexto econômico

Por outro lado, a crise financeira global de 2008 acentuou as desigualdades econômicas.

A fonte não detalhou os impactos específicos das políticas protecionistas durante este período.

O paralelo com políticas atuais

Os Estados Unidos contemporâneos apresentam notáveis semelhanças com as experiências brasileiras do passado.

CHIPS Act americano

O CHIPS Act americano, aprovado em 2022, conta com US$ 52 bilhões em subsídios governamentais para o setor de semicondutores.

Esta iniciativa representa um claro movimento de apoio estatal a indústrias consideradas estratégicas para a segurança nacional.

Continuação das tarifas

A manutenção das tarifas de Trump pela administração Biden reforça essa tendência protecionista na maior economia mundial.

Estas políticas americanas atuais funcionam como um espelho das estratégias que o Brasil já implementou décadas atrás.

O debate sobre a eficácia dessas medidas continua relevante em ambos os contextos.

Lições do passado brasileiro

A experiência histórica do Brasil com políticas protecionistas oferece insights valiosos para o debate atual.

Resultados mistos

As altas tarifas e reservas de mercado implementadas em diferentes períodos geraram tanto sucessos empresariais quanto controvérsias econômicas.

Empresas como Embraer e Petrobras alcançaram posição de destaque global sob essas políticas.

Isso demonstra seu potencial para criar campeões nacionais.

Custos não detalhados

A fonte não detalhou os custos sociais e econômicos associados a essas medidas ao longo do tempo.

As políticas americanas atuais parecem ignorar algumas dessas lições históricas.

Elas repetem estratégias que o Brasil já experimentou.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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