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STF tem maioria para não julgar tributação de stock options

STF tem maioria para não julgar tributação de stock options

Decisão do STF sobre stock options

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para rejeitar a repercussão geral do tema que trata da tributação de stock options. Prevaleceu o entendimento do relator, ministro Edson Fachin, de que a questão não é constitucional.

A votação se encerra nesta terça-feira (25/11), com apenas o voto da ministra Cármen Lúcia pendente. Dessa forma, a Corte não irá julgar o mérito da controvérsia sobre a taxação desses instrumentos financeiros.

Os dispositivos da Constituição apontados pela União como violados pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) só podem ser atingidos de modo reflexo, conforme destacou o relator. Essa perspectiva foi determinante para a conclusão de que o caso não possui a relevância constitucional necessária para análise pelo STF.

O tema tramita como ARE 1540517 (Tema 1440), mas não seguirá para julgamento de mérito na Corte.

Ministros divergem na análise

Votos pela repercussão geral

Defenderam a análise da Corte e a repercussão geral do tema os ministros:

  • Cristiano Zanin
  • Alexandre de Moraes
  • Gilmar Mendes

Eles argumentaram que a matéria possui relevância constitucional e merecia ser apreciada pelo plenário. No entanto, ficaram vencidos, com a maioria seguindo o voto do relator.

Conclusão da votação

Falta somente o voto da ministra Cármen Lúcia para concluir a sessão, mas ele não alterará o resultado já definido. A posição dos ministros que divergiram reforça que havia diferentes interpretações sobre a abrangência constitucional do caso.

O julgamento da Corte teria fim em 10/11, mas foi reiniciado por falta de quórum diante da não manifestação de dois ministros, Cármen Lúcia e Nunes Marques. Esse adiamento permitiu que novos votos fossem proferidos, consolidando a maioria contrária à repercussão geral.

Origem do caso no TRF3

Recurso da União

A União recorreu da decisão do TRF3 que, em mandado de segurança, afastou a tributação. O recurso questionava a interpretação do tribunal regional sobre a natureza jurídica das stock options.

O TRF3 entendeu que as stock options têm natureza mercantil, não salarial, o que influenciou a isenção de tributos.

Natureza jurídica das stock options

Essa distinção é crucial, pois define se os valores recebidos por meio desses instrumentos devem ser tributados como renda do trabalho ou como ganho de capital. A decisão regional beneficiou contribuintes ao excluir a incidência de impostos.

A União sustentou que haveria violação de preceitos constitucionais. No entanto, o STF considerou que tais alegações não justificavam a repercussão geral.

Implicações da decisão do STF

Insegurança jurídica

A rejeição da repercussão geral significa que o STF não irá uniformizar o entendimento sobre a tributação de stock options. Consequentemente, tribunais inferiores podem continuar decidindo de forma diversa, dependendo de cada caso concreto.

Isso gera insegurança jurídica para empresas e profissionais que utilizam esses instrumentos.

Impacto constitucional reflexo

Por outro lado, a decisão evita que a Corte se debruce sobre um tema considerado pelo relator como de impacto constitucional apenas reflexo. O ministro Edson Fachin destacou que eventuais violações apontadas pela União não seriam diretas.

Dessa forma, o caso retorna ao TRF3 ou a outras instâncias, conforme o andamento processual.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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