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CRA cobra explicações do governo sobre demarcações indígenas

Senado questiona legalidade das demarcações

A Comissão de Agricultura do Senado aprovou requerimento cobrando explicações do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, sobre a legalidade das portarias e decretos de demarcação de terras indígenas.

A medida foi tomada durante reunião conduzida pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Assinaram o documento os senadores Zequinha Marinho (Podemos-PA), Plínio Valério (PSDB-AM), Nelsinho Trad (PSD-MS), Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e Fernando Dueire (MDB-PE).

Áreas demarcadas no governo atual

Desde 2023, foram homologados 20 territórios indígenas, somando aproximadamente 2,45 milhões de hectares.

Na segunda-feira (17), Lewandowski oficializou a demarcação administrativa de outras dez terras indígenas nos estados do Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Paraná e São Paulo.

A homologação definitiva depende de decreto presidencial, indicando que o processo ainda não está completamente finalizado.

Contexto do marco temporal

Decisão do STF

Em setembro de 2023, o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional o marco temporal. Essa tese limitava o direito à terra apenas aos povos que ocupavam o território na data da promulgação da Constituição de 1988.

Reação do Congresso

No mesmo mês, o Congresso Nacional aprovou o PL 2.903/2023, que originou a Lei 14.701/2023, conhecida como Lei do Marco Temporal.

O presidente Lula vetou o projeto, mas em dezembro de 2023, o Congresso derrubou o veto e retomou a validade do marco temporal.

Implicações das decisões recentes

As recentes demarcações e a reação do Congresso refletem tensão entre os poderes Executivo e Legislativo sobre o tema.

Enquanto o governo federal avança na homologação de terras indígenas, o Congresso busca restabelecer critérios mais restritivos.

A Comissão de Agricultura do Senado, ao cobrar explicações, demonstra preocupação com o cumprimento da legislação vigente.

Próximos passos do processo

Com o requerimento aprovado, o ministro Ricardo Lewandowski deverá se manifestar sobre as questões levantadas pela CRA.

As demarcações administrativas seguem em andamento, aguardando homologação definitiva por decreto presidencial.

O desfecho desse impasse pode influenciar diretamente a política de demarcação de terras indígenas nos próximos meses.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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