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CPMI não pode virar circo eleitoral, diz Carlos Viana

CPMI não pode virar circo eleitoral, diz Carlos Viana

Defesa do foco investigativo

O senador Carlos Viana, presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, afirmou que o colegiado não pode se transformar em “circo eleitoral”. Segundo o parlamentar, a comissão não é espaço para discutir política nem servir como palanque eleitoral.

A declaração ocorreu após o depoimento do ex-ministro da Previdência Onyx Lorenzoni, que foi ministro de Jair Bolsonaro. O posicionamento reforça o compromisso com a apuração técnica dos fatos.

Divisão entre parlamentares

O depoimento de Onyx Lorenzoni dividiu parlamentares da base do governo e da oposição em acusações sobre fraudes nos governos de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.

As discussões evidenciaram tensões políticas durante os trabalhos da comissão. Carlos Viana buscou manter o foco nas investigações, evitando que o debate se desviasse para questões partidárias.

Manutenção da objetividade

Essa postura visa garantir a efetividade dos trabalhos investigativos. O presidente da CPMI enfatizou a necessidade de priorizar a apuração factual sobre disputas políticas.

Prioridade nas oitivas técnicas

Para Carlos Viana, a prioridade da CPMI é ouvir:

  • Operadores das fraudes
  • Pessoas com movimentações suspeitas apontadas em relatórios
  • Indivíduos com quebras de sigilo

Essa abordagem direciona as investigações para fontes com informações concretas sobre irregularidades. O cruzamento de dados e a análise de documentos oficiais são essenciais para o avanço das apurações.

Ameaças e proteção policial

Um deputado relatou ter recebido ameaças em função do trabalho da CPMI, destacando os riscos envolvidos nas investigações.

O pedido de proteção policial para o parlamentar e sua família foi deferido pela presidência da comissão. Essa medida busca garantir a segurança dos envolvidos nos trabalhos.

Riscos investigativos

A situação reforça a seriedade das apurações em curso e os desafios enfrentados pelos parlamentares durante as investigações.

Balanço dos trabalhos

Carlos Viana apresentou um balanço da atuação da CPMI com os seguintes números:

  • 160 horas de trabalho
  • 23 reuniões realizadas
  • Até 800 mil pessoas acompanhando sessões pela TV Senado

Esse acompanhamento massivo reflete o interesse público nas investigações. Os números mostram a dimensão do trabalho desenvolvido pela comissão.

Compromisso com a verdade

Carlos Viana declarou que cada número representa horas de trabalho, noites sem sono e uma só missão: chegar à verdade.

Foram realizadas:

  • Oitivas diversas
  • Cruzamento de dados
  • Análise de relatórios da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União
  • Depoimentos extensos
  • Confrontos duros

Esses elementos compõem um processo investigativo rigoroso. A persistência tem sido fundamental para obter resultados concretos.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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