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CPMI: ex-procurador nega fraudes e cala sobre pressões

CPMI: ex-procurador nega fraudes e cala sobre pressões

Ex-procurador nega envolvimento em fraudes

Virgílio Filho, ex-procurador do INSS, afirmou durante depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que:

  • Não é indiciado, réu ou condenado em qualquer processo
  • Ainda não foi ouvido pela Polícia Federal sobre os fatos em investigação
  • Negou categoricamente ser corrupto

Essas declarações marcaram o tom inicial de sua participação na comissão.

Silêncio sobre contatos e pressões

Em momento significativo do depoimento, Virgílio Filho manteve silêncio sobre:

  • Possíveis contatos com Carlos Camilo Antunes
  • Ter dado um carro Porsche para sua esposa

O ex-procurador admitiu tentar comprar um automóvel Audi, mas afirmou que o negócio não se concretizou. Essas omissões chamaram a atenção dos parlamentares.

Atividades familiares sob questionamento

Virgílio Filho também optou por não comentar:

  • Atividades das empresas de sua esposa
  • Atividades das empresas de sua irmã

Ele negou conhecer o empresário Maurício Camisotti. Sobre sua trajetória profissional, declarou ser apartidário e não ter padrinho político.

Histórico no INSS e atuação em ACTs

Carreira no INSS

O ex-procurador ocupou cargos no INSS desde 2008. Sobre fraudes nos descontos enquanto era procurador-geral, ele negou ter ouvido falar sobre o assunto na época.

Timeline das ACTs

Virgílio Filho respondeu que acredita ter ouvido falar depois de algumas reportagens. Em contraste, o senador Randolfe Rodrigues disse que as ACTs (Acordos de Cooperação Técnica) tiveram origem em 2020 e 2021.

Autorização de ACT com parecer contrário

Parecer desfavorável

Segundo Alberto Gaspar, havia um parecer contrário a um ACT do INSS com a Contag. Virgílio Filho teria autorizado o ACT mesmo com parecer contrário.

Documentação apresentada

Randolfe Rodrigues expôs documento com assinatura de Virgílio liberando uma ACT para a Conafer. O senador também disse que a Ambec arrecadou R$ 500 milhões em poucos anos.

Defesa sobre responsabilidades no INSS

Em sua defesa, Virgílio Filho argumentou que a fiscalização de ACTs não era responsabilidade da procuradoria. Ele manteve essa linha ao longo do depoimento, enfatizando que suas funções não incluíam o monitoramento direto desses acordos.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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