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CPMI aponta falhas de Stefanutto; ex-presidente do INSS nega

CPMI aponta falhas de Stefanutto; ex-presidente do INSS nega

Depoimento na CPMI do INSS

Alessandro Stefanutto, ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), depôs à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta segunda-feira (13). Ele foi questionado sobre:

  • Razões para não determinar a suspensão dos descontos
  • Parecer assinado por ele que teria permitido descontos não autorizados

Stefanutto respondeu que tinha a missão de interpretar a lei, não inventar, e disse que não haveria outro entendimento possível do texto legal.

Medidas preventivas

Ele destacou que começou a tomar providências para mudar os procedimentos de credenciamento antes mesmo da Controladoria-Geral da União (CGU) agir.

Período de gestão

Stefanutto chefiou o INSS de 2023 até abril deste ano, quando foi exonerado do cargo. A exoneração ocorreu logo após a Operação Sem Desconto da Polícia Federal e da CGU.

Lacunas no depoimento

Durante o interrogatório, ele não respondeu por que liberou ações provisórias para cadastramento de entidades. Carlos Viana, senador do Podemos-MG e presidente da CPMI, conduziu a sessão.

Defesa e responsabilidades assumidas

Stefanutto defendeu sua atuação ao afirmar que sua função era seguir a legislação vigente, sem espaço para inovações não previstas.

Indicações controversas

Ele assumiu responsabilidade pela escolha de Virgílio Antônio de Oliveira Filho para procurador-geral do INSS, que é investigado por suspeita de enriquecimento ilícito.

Dificuldades enfrentadas

O ex-presidente ressaltou que enfrentou dificuldades materiais e financeiras durante sua passagem pela presidência do INSS.

Outras investigações

André Fidelis, nomeado à Diretoria de Benefícios da autarquia, também é investigado na CPMI por suspeita de recebimento de propina. Stefanutto não detalhou o processo de indicação.

Contexto da exoneração e investigações

A exoneração de Stefanutto em abril veio na esteira da Operação Sem Desconto, envolvendo a Polícia Federal e a CGU, que busca apurar supostos descontos indevidos.

Medidas proativas

Ele destacou que já havia iniciado mudanças nos procedimentos de credenciamento antes da ação das autoridades.

Questionamentos da CPMI

A comissão questiona se essas medidas foram suficientes ou tardias, dado o impacto nos beneficiários.

Lacunas explicativas

Stefanutto não abordou detalhes sobre a liberação de ações provisórias para cadastramento de entidades.

Impacto e próximos passos

As dificuldades materiais e financeiras citadas por Stefanutto refletem desafios estruturais no INSS.

Avaliação da CPMI

A comissão avalia se o cumprimento da lei foi suficiente para proteger os interesses públicos.

Continuação das investigações

A CPMI, presidida por Carlos Viana, deve prosseguir com outros depoimentos e coleta de provas para esclarecer totalmente o caso.

Negativa de negligência

Stefanutto negou qualquer negligência, reiterando que cumpriu seu papel de interpretar normas sem extrapolar seus limites.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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