Por Jairo Glikson
Quando não conseguem matar fisicamente, destroem reputações e usam tribunais para silenciar vozes conservadoras.
Ao longo da história recente, há um paradoxo que se repete com precisão cirúrgica: os mesmos que erguem bandeiras de “paz”, “tolerância” e “desarmamento” são frequentemente os protagonistas ou incentivadores de atos de violência política. O discurso progressista, que se apresenta como moralmente superior, tem deixado atrás de si uma trilha de perseguições, atentados e assassinatos contra líderes conservadores e de direita em várias partes do mundo.
Uma linha de sangue encoberta pela mídia militante
De Pim Fortuyn na Holanda, assassinado em 2002, até Charlie Kirk nos EUA em 2025, passando por Bolsonaro esfaqueado no Brasil, Shinzo Abe morto no Japão, Óscar Alberto Pérez na Venezuela, Villavicencio no Equador e até quatro candidatos do AfD na Alemanha – todos têm algo em comum: ousaram desafiar a cartilha progressista. E o que faz a imprensa diante desse padrão? A mídia militante se cala, relativiza ou manipula os fatos, transformando agressores em “vítimas do sistema” e vítimas em “provocadores do ódio”. É um silêncio seletivo, planejado, que alimenta a narrativa de que o conservador deve ser punido, custe o que custar.
Esse ambiente de hostilidade se reflete também no campo institucional. No Brasil, esse jogo sujo chegou ao auge com a recente condenação do presidente Jair Bolsonaro, marcada por forte pressão política e midiática. O mesmo homem que sobreviveu a uma facada em plena campanha agora é alvo de uma perseguição judicial turbinada pela imprensa engajada. E, para agravar ainda mais esse cenário, declarações como a do ex-presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, expõem a profundidade do ódio travestido de justiça. Ao classificar o dia da prisão de Bolsonaro como “um dia de festa” e afirmar que, em seu “mundo ideal”, a punição deveria ser “bala na nuca”, Santa Cruz não apenas revelou a face sombria de setores que deveriam defender a sociedade, como também normalizou o desejo de violência contra um ex-chefe de Estado. Este, sim, é o verdadeiro discurso de ódio e incitação à violência, tão frequentemente atribuído — sem provas — aos conservadores, mas praticado abertamente pela própria esquerda.
O padrão repetido: o ódio que vem da esquerda
Não se trata de casos isolados. A recorrência impressiona. Quase sempre, líderes conservadores ou de direita tornam-se alvos da fúria de militantes ou regimes de esquerda. O roteiro é conhecido: assassinatos políticos, tentativas de silenciamento, difamação midiática, e quando não conseguem matar o corpo, tentam destruir a reputação.
E há ainda a ironia: enquanto pedem o desarmamento da população, são eles que recorrem à violência letal contra seus opositores. O discurso de “salvar vidas” contrasta com as estatísticas de sangue que recaem sobre suas mãos.
Conclusão: a máscara da tolerância caiu
A violência política contra a direita não é um acaso. É uma estratégia histórica, bem alinhada, executada com constância. Do chavismo ao progressismo europeu, passando pelos democratas americanos e setores radicais no Brasil, a mensagem é clara: quem ousa desafiar o projeto de poder da esquerda paga com a vida — seja por um tiro, uma facada, um atentado ou pela condenação em tribunais moldados pela pressão midiática.
É hora de encarar os fatos. Aqueles que pregam a paz são, paradoxalmente, os que mais agridem, atacam e matam. A “tolerância” progressista tem cheiro de pólvora e gosto de sangue.

Dr. Jairo Glikson
Advogado civilista há mais de 20 anos, CAC desde 1997, com atuação especializada em contencioso e litigância cível. Possui também uma trajetória marcada pela vida pública — foi candidato a vice-governador de São Paulo e a vice-prefeito da capital por duas vezes. É membro atuante de conselhos e associações de bairro.
**Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.
Imagem em destaque: Kevin Lamarque/Reuters
- O Movimento Advocacia Independente (MAI) é uma associação privada sediada em São Paulo, Brasil. Seu foco principal é a defesa de direitos sociais, atuando como uma organização voltada para a advocacia e questões jurídicas.
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