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Conselho de Ética analisa blackface de deputada na Alesp

Conselho de Ética analisa blackface de deputada na Alesp

O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) deve analisar um discurso proferido por uma deputada que utilizou a prática de blackface durante a fala no plenário.

Parlamentares pedem a perda de mandato da colega, alegando que a conduta configura prática discriminatória, com conteúdo racista e transfóbico.

A deputada Monica Seixas (PSOL) registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) por racismo contra a deputada Fabiana Bolsonaro.

O que é blackface e por que é considerada uma prática racista

Blackface é considerada um ato racista por remeter a estereótipos históricos usados para ridicularizar pessoas negras.

A prática é historicamente associada à ridicularização e desumanização da população negra.

Além disso, a reprodução de blackface em plenário representa uma “revitimização coletiva”, segundo a representação apresentada.

Contexto histórico da prática

Essa contextualização histórica é fundamental para entender a gravidade do episódio.

Argumentos da representação apresentada ao Conselho de Ética

A representação afirma que a conduta ultrapassa os limites da liberdade de expressão e da imunidade parlamentar.

O documento sustenta que o episódio foi “previamente concebido e intencional”, com o objetivo de provocar reação.

Por outro lado, o texto também sustenta que o episódio caracteriza dolo na ação.

Base do pedido de responsabilização

Esses pontos formam a base do pedido de responsabilização.

Enquadramento legal da conduta

A atitude pode se enquadrar na Lei nº 7.716/1989, que tipifica crimes de racismo.

Em paralelo, pode violar princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana e a igualdade.

Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal

Esse tipo de manifestação pode ser enquadrado como discriminação, com base em entendimento do Supremo Tribunal Federal que equipara a homotransfobia ao crime de racismo.

A análise jurídica será crucial para o desfecho do caso.

Conteúdo transfóbico do discurso

A deputada questiona a atuação de pessoas trans em espaços de poder durante sua fala.

As falas da parlamentar deslegitimam a participação de pessoas trans e reforçam estigmas, segundo a representação.

Descrição da encenação

Durante a fala, a deputada iniciou dizendo que é uma mulher branca e passou a indagar que, se decidir se maquiar se passando por uma pessoa negra, ela se tornaria alguém que entende as causas dos negros.

A parlamentar passou a pintar sua pele durante o discurso, completando a encenação.

Abuso das prerrogativas parlamentares

A utilização da tribuna para esse tipo de manifestação configura abuso das prerrogativas parlamentares.

Além disso, compromete a imagem institucional da Alesp, caracterizando quebra de decoro.

Providências solicitadas

A representação solicita a adoção das providências necessárias pelo Conselho de Ética para que a deputada seja responsabilizada.

O órgão terá que ponderar esses aspectos contra as garantias constitucionais.

Imunidade parlamentar em questão

A Constituição assegura que os parlamentares são invioláveis, civil e penalmente, por suas opiniões, palavras e votos, especialmente quando manifestados em Plenário.

Autoridade do Conselho de Ética

Contudo, a Alesp disse que o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa é o órgão com autoridade e legitimidade para analisar casos que eventualmente excedam a imunidade parlamentar.

Esse será o ponto central da discussão no conselho.

Próximos passos do processo

O caso agora segue para análise do Conselho de Ética, que deverá examinar se a conduta configura violação ética passível de sanção.

A representação pede a perda de mandato, mas outras medidas disciplinares podem ser consideradas.

Andamento na esfera criminal

Enquanto isso, o boletim de ocorrência registrado na Decradi segue seu curso na esfera criminal.

O desfecho poderá estabelecer um precedente importante para casos similares.

Fonte

Assessoria de Comunicação MAI
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