Uma deputada federal registrou denúncia após ser alvo de ameaças de morte e estupro enviadas por e-mail. As mensagens continham ofensas racistas e misóginas, em um episódio que a parlamentar classificou como violência criminosa.
O caso foi comunicado a diversos órgãos de segurança pública e instâncias institucionais da Câmara dos Deputados para investigação.
Conteúdo das ameaças revela discurso de ódio
O teor das ameaças recebidas pela deputada incluiu insultos graves e discurso de ódio. Em uma das mensagens, o autor afirmou: “Você é uma vergonha para o nosso país. Uma preta burra que só serve para abrir as pernas para os homens brancos”.
Além disso, outra parte do conteúdo direcionou ataques a pessoas LGBTQIA+, com a frase: “E os viados e travestis? Eles que se danem. Eles não são normais e não merecem respeito. Eles são uma abominação e deviam ser queimados vivos”.
Violência verbal além da crítica política
Essas declarações evidenciam um padrão de violência verbal que ultrapassa a mera crítica política.
Não é a primeira vez que a deputada sofre ameaças
De acordo com a parlamentar, não é a primeira vez que esse tipo de crime ocorre. Em 2025, ela já havia sido alvo de ameaças semelhantes, com características parecidas no modo de atuação dos autores.
Esse histórico sugere uma possível repetição de métodos por parte dos agressores, embora a fonte não detalhe se há conexão comprovada entre os episódios.
Preocupações com segurança digital
A recorrência desses ataques levanta preocupações sobre a segurança de figuras públicas no ambiente digital.
Um cenário recorrente na política brasileira
Nas redes sociais, a deputada afirmou que os ataques fazem parte de um cenário recorrente enfrentado por mulheres na política, especialmente mulheres negras.
Ela destacou que não se trata de opinião ou crítica, mas de violência criminosa, classificando o episódio como uma tentativa de intimidação.
Análise da deputada sobre violência política
Em suas palavras, “Existe hoje uma tentativa organizada de espalhar medo, intimidar e expulsar mulheres da política por meio do ódio, da humilhação e da violência. É racismo, é misoginia e é violência política”.
Essa análise conecta o caso individual a um problema estrutural mais amplo.
Ações tomadas pela parlamentar após as ameaças
Após o caso, a parlamentar informou que acionou diferentes órgãos para apuração dos fatos. Ofícios foram enviados a:
- Polícia Federal
- Procuradoria-Geral da República
- Ministério da Justiça
- Polícia Civil do Paraná
- Instâncias institucionais da Câmara dos Deputados
A deputada ressaltou que busca responsabilização criminal dos envolvidos, demonstrando uma postura proativa diante da agressão.
Objetivo das medidas
Essas medidas visam garantir que os autores sejam identificados e punidos conforme a lei.
Firmeza diante das intimidações
A deputada afirmou que não pretende recuar diante das ameaças. Em declaração, ela disse: “Quero deixar um recado muito claro: criminosos que usam o anonimato da internet para ameaçar mulheres não vão nos intimidar. A internet não pode ser território livre para racismo, misoginia e violência machista”.
Essa posição reforça o compromisso da parlamentar em continuar seu trabalho, apesar dos riscos.
Mensagem de resistência
A firmeza na resposta busca enviar uma mensagem de resistência a possíveis futuros agressores.
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